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O SONHO...

Hoje tive um sonho...
Sonhei que estava num jardim
Um jardim de flores mortas...
Dessas flores as únicas vivas eram rosas
Mas não rosas comuns...
Eram rosas negras
Negras como a noite sem lua e nem estrelas...
Negras como os olhos e os cabelos da menina que as colhia
Uma bela menina...
Uma criança de pele branca
Alva como as nuvens no céu azul e límpido...
Ela me pegou pela mão e me puxou para o meio do roseiral
Queria que eu colhesse uma, que estava longe de seu alcance...
Ao colher aquela flor percebi que me havia ferido
Entreguei a flor manchada com meu sangue para a criança, que sorriu...
O sorriso mais angelical que já havia visto em minha vida
De repente aquele rostinho de anjo se transformou...
Seu olhar ficou demoníaco e seu sorriso parecia vindo do inferno
Meu sangue jorrava como que bombeado para fora do corpo por uma bomba gigante...
Tentei gritar, pedir ajuda para aquele pequeno ser, pedi que chamasse por alguém
Ela apenas me olhou com aquele sorriso e disse - Deixa, logo tudo acaba...
E em meio a esse delírio acordei e me descobri no hospital
Sim, mais uma vez eu tentara...
E mais uma vez falhara em minha vontade
Mas a menina, a menina não me saía da cabeça...
Seu rostinho, algo me era familiar
Não me espantei ao perceber que aquela pequena era eu...
Era a imagem que eu tinha de mim mesma quando menina
Era a imagem da inocente que tivera seus sonhos despedaçados e que queria a todos ferir...
Do doce anjinho cujas asas foram arrancadas e não mais podia voar para fugir
Não sei como cheguei a tal ponto...
Apenas sei que aquele jardim de flores mortas era minha vida...
E que aquela menina era eu que, na tentativa de ferir os outros, só feri a mim mesma
Cada vez que tentava me matar, sabia que me machucava, mas, de certo modo, machucava quem comigo convivia...
Mas agora estava ali, mais morta do que viva e todos choravam à minha volta...
A máquina acusava a morte
Enfim eu havia ganho...
Enfim conseguira matar todos eles
Enfim conseguira matar minha dor...

- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 07h02 PM
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Às vezes sinto que nada nesse mundo me pertence
Que não tenho nada que realmente seja de valor.
Que sou pobre de tudo, até de sentimentos...
Mas então vejo seus olhos, duas esmeraldas a reluzir
E percebo que essas duas pedras preciosas são o bem mais caro que alguém pode possuir.
E eu possuo...
Na realidade, não possuo
Eles me possuem.
Me prendem e me tornam escrava de uma forma que jamais haviam me cativado antes.
Essas duas pequenas fontes de luz iluminam meu caminho pela eternidade.
E depois meus olhos se desviam para sua boca.
Carne que pede por um beijo...
Que quase implora pelo calor dos lábios meus, mas que ao mesmo tempo comanda meu ser.
Que me pedem mil carícias e ao mesmo tempo me fazem outras tantas.
Seu pescoço, pele tão macia e perfumada...
Pede a cada instante um afago, uma mordida...
Me conta mil segredos apenas no olhar que lanço.
Que me conta mil verdades com o simples roçar de meus dentes...
Então tenho seus braços...
O calor de seu peito e o afago de tuas mãos...
Um conjunto perfeito...
Que me mostram que a eternidade pode ser passada apenas num único abraço.
Que me faz sentir que o mal não existe mais, não para mim...
Que não me alcançará mais...
Que nada mais irá doer...
Braços e mãos que me carregam, que me levam para outros lugares e dimensões
Suas pernas... O que dizer?!
Fortes o suficiente para andar, mesmo com o pesado fardo de meu corpo sobre ti
Macias e boas de se apoiar...
Colo bom de deitar...
Seu corpo inteiro é minha obra de arte, minhs jóia mais rara...
Sempre que penso nisso tudo percebo que nada é mais importante, mais valioso para mim do que você.
O simples fato de te ter ao meu lado já me torna a pessoa amis rica do universo.

ILD RAUL

Eu precisava reavivar isso aqui... E então resolvi fazer uma homenagem ao homem que eu amo. Meu namorado Raul, que para mim é minha jóia, um dos mais preciosos presentes que já ganhei da vida, e agradeço todos os dias a Deus por tê-lo ao meu lado.



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 07h11 PM
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Sem nome...

Morrendo aos poucos
Sufocada por algo que nem sei o que é.
A vista turva, nada mais tenho à minha frente
Apenas seu olhar preso ao meu.
Seu desprezo...
Senti a dor naquele momento, e sei que pôde senti-la também...
Mas nem se importou.
Você só se preocupa com suas convenções imbecis.
Pouco me importa seu jeito arrogante.
Já me cansei de você e seu mundinho, de todos que nele vivem, todos porcos como você.
Cansei de viver em sua lama.
Quero morrer pra essa vida e encontrar outra melhor.
As marcas denunciam que andei atentando contra mim...
"Apenas cortes superficiais e vergões" digo eu...
Mas esses cortes são muito mais profundos
Por que se refletem em minha alma.
Essa dor que sinto é algo que me dilacera
Algo que me mata mais do que qualquer corte que eu faça
Por que o sangue que jorra de cachoeira dessa ferida é invisível a olho nu
É necessário que se ponha os óculos do coração para enchergá-lo.
E é esse o perigo.
Esse sangue, sendo perdido lentamente, mata muito mais rápido do que se perdessemos esse fluido vermelho que passa por nossas veias.
Sinto meu corpo mole, parece-me que morro de verdade
Mas não...
É apenas uma peça que o destino me prega...
Uma peça que meu próprio corpo me prega...
Essa sensação de liberdade assistida...
É como se fosse um passarinho preso em uma gaiola, e abrissem a portinhola
Mas quando eu tento fugir, colocam uma redinha, que não me deixa passar.
A colocam na porta, para que eu chegue a sair, mas fique presa ali, do lado de fora.
Sinto a liberdade próxima, quase a toco com minhas mãos
Mas sou sugada para essa triste realidade novamente.
"Força" dizem uns, mas eles não sabem...
Não entendem...
Nem poderiam...
Minha vida é como um labirinto, nem eu achei ainda o caminho certo.
Vivo em becos escuros, ruas sem saída...
Mas nunca tenho como voltar atrás.
Sempre que tento é como se pisasse em cacos de vidro que entram em minha pele, músculos, chegando aos ossos e os cortando também.
Sinto agora tudo desaparecer de minha mente.
Apenas sua lembrança...
Sempre viva...
Suas palavras...
O fogo ainda me queima, ainda me consome...
Às vezes chego a pensar que esse é o fogo do inferno...
Mas descobri que o inferno é a terra...
E que a morte não é feia, não tem foice, nem capa escura...
A morte é um lindo anjo de asas negras, que nos livra do sofrimento.
Você, preso em seu mundinho pútrido e fétido não pode compreender a leveza disso tudo.
Jamais.
Mas eu vejo
Vejo muito além do que seus olhos limitados podem ver.
Muito mais do que qualquer um que conhece.
Talvez você nunca seja livre, pois para ser livre é necessário quebrar as correntes
E você já está tão habituado a elas que chega a pensar que nasceu assim...
É incrível o que as ideologias não fazem com um ser humano.
Se é que você algum dia foi humano.
Mais parece que nunca teve vida.
Parece uma marionete mestra que coordena todas as outras.
Mas eu não sirvo mais ao seu teatrinho de fantoches...
De absurdos...
Onde monstros fingem ser humanos e só nos fazem sofrer.
Só quero minha liberdade...
Deixe esse pobre pássaro voar livremente...
É só isso que lhe peço...
Não quero mais nada...
Vejo as cascatas rubras, mas, elas não saem de mim...
Saem?
Não... Não ainda...
Mas quem sabe um dia não saiam?!
Nunca se sabe...
É... nunca se sabe mesmo...
Nunca se imagina quando alguém vai te trair...
Trair tudo o que você acredita...
E te mostrar que o tempo todo você esteve enganada...
O tempo todo...
O tempo...
Todo...
Engraçado...
A única certeza que temos na vida é de que a morte chegará um dia.
E a minha está próxima...
Sinto isso a cada mágoa...
A cada pedaço do meu coração que vejo cair...
A cada suspiro que deixo de exalar...
A cada dia que tenho de apenas existir...
Simplesmente pelo fato de ainda ter alguém que vá sentir minha falta.
Bem, pelo menos pelo que sei...
Espero que não sinta tanto quando me for...
Espero que não queira ir também...
Já basta um demônio no inferno
Mais de um, o diabo enlouquece.
Mas quem sabe se não é possível?
Talvez...
Não sei...
Nunca sei...



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 11h14 PM
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Reflexo distorcido de uma alma destroçada

Quanto mais eu tento me consertar, mais percebo que estou quebrada.

Nada vai resolver isso, nada vai colar os pedaços, não há como juntá-los.

São marcas, cicatrizes que jamais irão desaparecer, por que estão lá para provar o quanto fui ferida.

Pra que eu jamais esqueça, pra que jamais caia outra vez.

Mas sempre caio, e quanto mais caio, em mais cacos me destruo.

E quanto mais me destruo, mais dor eu sinto em mim, mais sangue derramo em vão.

"Don't try to fix me"... essa frase é perfeita... Mesmo porque, nem adiantaria tentar me colar...O que foi quebrado nunca volta ao normal.

Um ser inanimado é como me sinto agora.

Objeto de meus desejos, de minhas vontades.

Não tenho forças pra lutar mais, estou mais quebrada do que nunca.

Não posso nem me mover, a cola impede minhas articulações de se movimentarem, cada vez mais estou presa, cada vez mais incomunicável.

Por que ninguém me procura? Por que ninguém me salva?

Só queria ser restaurada, só queria poder me sentir livre de novo.

Mas é impossível. Anseio pelo fogo libertador, que queimará o plástico, material de minha inexistência, e me dará enfim o que busco.

Estou cheia dos remendos na alma, estou farta dos curativos pelo corpo, meu coração já se cansou das lutas, só quer descansar. Parar de bater. De se esforçar.

De que adianta? De que adianta colar os caquinhos e fingir que tudo está bem se no fim das contas descubro que de nada valeu meu esforço, os pedaços tornam a cair?

Como uma lepra a retirar de mim os pedaços que me importam,

Como uma amputação a retirar de mim a sanidade, unida ao que restava de humanidade em mim.

Não mais existo como ser, agora não passo de um amontoado de massa banhado em rio vermelho de tristeza e solidão.

Não sou mais eu.

Sou apenas...

Nada.

Apenas uma prova de que o nada existe e existindo o nada se torna algo palpável.

Mas isso não me ajudará agora, pois já fui pisada, esfacelada, de nada mais valho, nem os cacos restaram.

Só o que sobrou foram as cinzas de uma existência frustrada, de uma poetisa acabada, de uma alma morta e enterrada.

De uma dor para sempre interiorizada e que jamais poderá sair.

Jamais poderá ver a luz, que apenas meus olhos vislumbraram.

Cinzas levadas pelo vento...

Alma voando como andorinha...

Nada mais de concreto, exceto a dor, sempre viva em nossos sentimentos e nos olhos daqueles que lêem as últimas palavras.

Uma carta não seria suficiente, um romance tampouco. Minhas dores não caberiam em nenhum dos dois.

Apenas um poema pode carregar tanto sofrimento e tanto sentimento sem jamais reclamar do peso de seu fardo.

Por que este poema é mais do que qualquer outro, ele é um reflexo torto de uma alma despedaçada.



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 09h02 PM
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Existem dias em que se quer imensamente morrer.
Esses dias são aqueles que você sente como se precisasse de uma arma, só pra poder se matar logo.
A dor no peito aumenta, o desespero é enorme.
Você se sente impotente para tudo.
Só o que você quer é morrer mesmo...
Você se sente só, triste e abandonado,
Como se ninguém mais estivesse perto de você.
Como se ninguém pudesse te ajudar.
É terrível saber que você está caindo, mas, ninguém joga uma corda pra você subir,
Ninguém impede que você caia, ninguém te segura, ou te salva.
Todos continuam te olhando estranho, querendo te afundar.
E ainda há quem diga que você é feliz...
Há quem acredite que você não tem problemas.
Quem diga que você é normal...
Normal? É tudo o que você não é.
A dor que você sente o torna anormal.
As lágrimas brotam dos olhos e rolam pela face.
Você se cansa, demais...
Só quer dormir,
Só quer descansar...
Eternamente.



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 10h21 PM
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Alma Minha

Alma minha, quando vai parar de chorar?
Quando vai entender que isso é fraqueza?
Alma minha, quando vais deixar de crer nos idiotas?
Nos inimigos que te odeiam e só te querem mal?
Quando vais criar forças, sair dessa redoma, empunhar a espada
E guerrear como jamais guerreou nas batalhas da consciência?
Quando, alma querida, vais despertar para a verdade?
Quando destruirá as teias de mentiras, nas quais,
Mosca inocente,
Tu caiste docemente, acreditando em quem te mentiu?
Quando te livrarás das amarras, tendo a liberdade
Quando encontrarás a verdade?
Mosca sem asas que a aranha engoliu
Quando verás, triste alma, que só o que lhe acalma
É viver, sonhar e amar?
Quando, mosquinha descrente, livrarte-há das amarras
Das ataduras que te mumificam
Das vendas que te cegam e das mordaças que te emudecem
Quando voarás livremente, cantando alegremente
As canções do amanhecer?
Oh, neste dia não serei eu mais teu senhor
Serei eu teu amor, teu companheiro alado, estarei a teu lado a governar
- Governar o que? - Perguntas-me mosquinha descrente
Serás abelha rainha e eu teu zangão
Governando a colméia que chamam de vida,
Fazendo mel com as flores que chamam de morte
Fazendo obedecer que de nós quis obediência sem razão
Esse senhor chamado coração que nos força e nos condena
Ele nos servirá, nos obedecerá, será enfim nosso escravo.
E então, conseguiremos a tão sonhada felicidade.



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 10h52 PM
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Crying And Dying

A dor que sinto agora é enorme, mal consigo respirar.
As lágrimas rolam sem esforço por minha face, que agora está mais pálida que de costume.
O peito, oprimido, parece que vai explodir.
Não compreendo por que essas coisas tem de acontecer.
Não compreendo por que o mundo tem de ser tão cruel.
Sou só mais uma criança quebrada em um mundo desfeito de sorrisos falsos e palavras irônicas...
Apenas mais um brinquedinho nas mãos de uma criança mimada que o destrói sem se importar com sua dor.
Sim, eu sei que brinquedos não sentem, mas... Eu não sou um simples brinquedo...
Sou um brinquedo animado, endemoniado, sofredor.
Um brinquedo sem exorcismo, um brinquedo que machuca também...
Mas não quero machucar, só quero que me dêem carinho, só quero o seu carinho...
Só quero ser feliz... Mas a dor continua...
Boneca mutilada, sem sentimentos, sem vida... Sem nada.
Boneca perfeitinha demais pra ser real. Perfeitinha demais.
Sua perfeição acabou, está em pedaços. Não é mais bela e fofa como antes.
Não desperta mais amor, não desperta interesse, não desperta nada.
Quem sabe se algum dia despertou? Bonequinha de porcelana, fria, quebrável, frágil...
Será que alguém algum dia se importou? Será que alguém algum dia te olhou como algo mais que enfeite?
Sempre ali... perfeita... numa estante alta, inalcançável...
Caiu bonequinha... Quebrou-se... Não é mais nem sombra do que foi.
Por mais que te colem bonequinha, jamais voltará ao normal, jamais será o que eras.
Seus lindos cabelinhos se desmancharam, seu sorriso sumiu os cacos de ti...
Nos cacos que restaram de tua alma. De tua consciência, se é que algum dia teve uma..
Pássaro ferido, que não mais pode voar...
Fera ferida mortalmente... Se tentar fugir, se cansará muito, se ficar parada, sangrará mais...
O que vai fazer doce animal? Ninguém entende tua língua, tua fala, teu olhar...
Ninguém sabe o que se passa em seu coração dolorido, ninguém sabe o que se passa em sua mente...
O que fazer? Não há nada a fazer...
Corra, corra, corra, não tem como se esconder...
Eles sempre irão te pegar, te machucar... Te matar aos poucos...
Como um câncer a corroer-lhe as entranhas... Como uma ferida a sangrar e esvair sua vida.
Quem sabe, doce ser, não seja melhor esquecer? Ninguém te ama, ninguém te quer por perto...
Quem sabe não seja melhor deixá-los? Quem sabe não seja melhor esquece-los?
Eles te esquecerão rápido, se é que algum dia se lembraram...
Tente pequeno anjo sem asas, tente adquiri-las...
Talvez assim possa voar para longe e encontrar terras mais felizes, mais prósperas...
Assim ficarás mais tranquilo anjinho... Assim poderá voar... libertar-se...
Voe... Vá para bem longe, onde não te possam ferir... Onde não te possam matar...
Voe... Se puder voar... Voe... Esqueça toda a dor, todo o sofrimento.
Largue tudo pra trás, não se preocupe... Esqueça quem um dia te maltratou.
Lembre-se apenas dos momentos bons, poucos mas existentes, que passou.
Apenas o que se pode levar... Voe e seja feliz.
Adeus...



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 07h19 PM
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É noite, olho para a lua
Como está bela hoje, bela como nunca esteve
Olho para as ruas vazias,
Vazias como os corpos abandonados em uma esquina
Sem sangue, sentimentos, ocos.
Ocos como o crânio sem vida que trago em minhas mãos.
Não sei por que o trago, apenas... Não pude deixá-lo
Engraçado como as coisas são.
Ele era jovem, jovem como fui, como sou, e sempre serei.
Mas, se não fosse minha intervenção, ele deixaria de o ser.
Sua pele enrugaria, seus ossos enfraqueceriam, até o momento que seu coração cessaria e de sua vida não restaria nada.
Do pó ao pó.
Sorri, o crânio ainda era fresco.
Engraçado como tivera coragem de retirá-lo tendo o corpo ainda levemente quente em meus braços.
-Ser ou não ser, eis a questão - a muito não dizia tais palavras.
A muito abandonara as vãs filosofias, assim como a luz dos dias
Passando a viver nas sombras, nas noites que nunca acabam.
Na vida infinita da morte maldita e infeliz.
Fruto de uma má escolha, com a qual teria de conviver
Até que o primeiro raio de sol que anunciava a manhã próxima atingisse meu ser
Sendo por escolha minha ou de outrem.
Ainda mantinha o crânio em minha mão.
Por que o queria? Para que?
Nem eu compreendia o motivo, mas, sabia que ele me fascinava de algum modo, me mantendo presa a ele.
Olho para o céu, o dia está perto de raiar.
Sem mais demoras, desvencilho-me da única coisa que poderia me trazer a uma realidade.
Recolho-me às sombras como um animal acuado.
Levo comigo o crânio, que enterro em algum lugar, junto com todo e qualquer traço de humanidade que há em mim.
-Sou vampira, não mais vivo, não mais sofro, minha sobrevivência é o elemento vital. -É assim que devo pensar.
Olho novamente para onde enterrei o crânio do jovem. Lágrimas rubras escorrem por minha face.
-Adeus minha vida, adeus minha sanidade, adeus minha morte, quero apenas despedir-me, ter a oportunidade que me foi negada antes. - Com rapidez espantosa vou para onde o corpo está.
Um corpo inanimado, sem cabeça, olho para ele e me abraço a ele como se fosse meu maior tesouro.
Sinto os raios do sol a queimar-me a pele, mas isso já não importa. Nada mais importa.
Horas depois, a notícia nos jornais da TV: Encontrado um copo degolado envolto por cinzas.
Enfim havia encontrado a paz, enfim o descanso, enfim... liberdade...



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 12h43 AM
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Às vezes na vida a gente se sente sozinho, desamparado, isso acontece muito comigo. Mas eu descobri que ao meu lado existem anjos. Anjos que me carregam em seus braços nos momentos de turbulência.
Eu sei que pode parecer injustiça com todos eles, mas, eu destaco aqui alguns que são muito, muito importantes. 2 na verdade. VANESSA e THIAGO.
Esses dois anjinhos são meus salvadores, minhas razões de ainda continuar, não apenas eles, pois tenho mais anjos, mas, eles são os que mais me apoiam, mesmo que distantes.
Aqui eu deixo o meu agradecimento aos meus anjos, mas, especialmente ao Thi, por ser meu amorzinho lindo.

TE AMO AMIGO^^

OBRIGADA POR SER ASSIM, ESSE LINDO QUE VOCÊ É. Eu precisava fugir um pouquinho dos textos e poemas tradicionais desse blog para escrever aqui esse pequeno agradecimento, singelo mas de coração, aos meus guardiães.

Te amo Thi... Tb t amo Van, obrigada por serem esses seres maravilhosos e iluminados^^



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 12h30 AM
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Um lugar onde me encontro
Um lugar onde encontro meus iguais
Um sonho maldito, que me consome
Uma vontade que me enlouquece.
Poetisar... É essa minha vontade. Meu sonho. Minha meta
Porque só assim sinto-me bem em meio a depressão.
Pois só assim eu esqueço os problemas.
Problemas difíceis...
Sentimentos... Sentimentos de tristeza, de alegria, de morte...
Só escrevendo é que esqueço da dor de minha alma.
Só escrevendo é que sinto um certo alivio.
Sinto vontade de viver e não de morrer, como normalmente.
Agradeço a oportunidade do desabafo.
Agora que sinto minhas forças e vontades se esvairem.
Ainda sinto vontade de escrever...
Apenas não sei por quanto tempo suportarei...
Não sei...

- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 11h56 PM
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Não posso suportar mais essa agonia. Esse desespero, essa tristeza e monotonia. Esse amargor que me assola, que me impossibilita de ser feliz. Por quê?? Por quê?? Não sei explicar. Só sei que não aguento mais essa dor, esse medo, esse horror.
Meu coração se sente só. Isolado em um peito morto e frio como lápides em um cemitério que chamo de corpo, morta em vida, não há coisa pior. Depressão, sofrimento, desespero que não tem fim. Não sei quanto tempo mais poderei viver assim.
Tão belo é Hades, tão chamativo pra mim, tão criativo em seus chamamentos, tão atraente... Até seu inferno é melhor que esse aqui, onde vivo... Seus demônios parecem apaixonantes, melhores que os de cá. E o fogo que arde lá dentro, é melhor que o frio que me gela agora.
A morte, me chamando... Quero tanto atender-lhe o chamado, anseio por seu abraço gélido, que para mim parece mais cálido que o abraço de quem dizia me amar. Sentimentos... Falsos sentimentos, nunca gostaram de mim, sempre escondi o que sentia, minha mágoa e tristeza, mas, agora já chega. JÁ BASTA!!!
Estou cheia de falsidades. SIM!! Eu sinto dor, sou real, sou humana. Meu coração sangra sim de sofrimento. Minha alma se dilacera sim quando me fazem mal, mas, não mais... Não mais aceitarei isso... Hades, aguarde-me... Em breve o abraçarei. Não agora, não por hora, mas em breve o beijarei...



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 08h22 PM
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Dor, sofrimento, desespero. São coisas que nunca me abandonarão. Sei disso, sempre soube.
Um dia pensei que ficaria livre, mas, jamais... Jamais me livrarei disso, jamais... Isso me perseguirá pela vida afora.
Sentimentos que acabam com minha alma, que a queimam, a assolam...
Não compreendo como posso sentir-me assim. Dor, tristeza, é tudo o que emana de meu ser, para todos que à minha volta estão, não consigo, não consigo acabar com essa solidão, com esse amargor, é impossível!
Por que? Porque essa dor pungente? Por que meu peito arde, chora e se desespera a cada vez que sinto-me assim? Por que morro a cada dia um pouco, ao invés de morrer de uma vez?
Morte... Tão célebre... Tão límpida... Tão linda... Nunca a busquei tão ávida quanto agora, apenas uma libertação, uma vontade, um sonho...
Sonhos, já não mais existem para mim, são apenas pequenos flashes que penso que servem para alguma coisa.
Estou mal, é só o que sei. Nada de bom existe em um mundo sem cor, sem sabor, nada existe... É só o que sei... É só o que há para saber... O que é necessário...
É só...



- Lágrimas Derramadas por: L Ange De L Obscurité às 10h24 PM
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Jamais conseguirei esquecer tudo o que passei
Tudo o que senti
Meus desejos infindáveis
Minhas vontades malditas
Minha vida enfim.

Jamais poderei pensar em ti como outro alguém,
Alguém que me traz a vida
Alguém que me prende nessas amarras
Alguém que me traz a solidão.

Você, morte, é a minha liberdade.
A única certeza que tenho
A única esperança, dentre tantas aflições
Dentre tantos sofrimentos
Nessa maldição que chamo de vida

Jamais a terei como a Vida, mordaça de meus desejos
Os cala...
Os impede...
Os afronta...
Os mata...

Morte, minha aliada,
Minha amada,
Em breve nos encontraremos
Num mundo bem melhor, mais acolhedor
Mais feliz, se for possível ser...

Para muitos és maldita
Mas, eis que não entendo o porque.
Criatura tão bela como tu não há.
Morte, carregue-me logo em seus braços, leve-me para seu lar
Onde sei que finalmente, poderei descançar.

- Lágrimas Derramadas por: LAnge De LObscurité às 08h36 PM
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Bem, como começar? Falando de sonhos...

Sonhos são coisas que existem por que pensamos ser necessários, pensamos que nunca seremos felizes sem sonhos, mas, será que eles realmente são necessários?
Não devemos levar nossa vida dessa forma, apenas sonhando, pois a vida é muito mais que isso. Sonhos nada mais são do que um modo de fingir que está tudo bem, quando na realidade, nada está bem.
Será que um dia conseguiremos viver? Será que a vida não irá nos abandonar como sempre faz? Será que não virá a morte com seu negro manto para libertar-nos e salvar-nos dessa vida infernal? Tudo é muito incerto... E eu continuo sonhando.
Sonhando? Talvez pesadelos... Pesadelos que me acompanham nessa noite infinda, que não me deixam dormir, que me enlouquecem... Por que esses pesadelos me perseguem?
Sonhos, sonhos bons, maus, bons, péssimos, cada coisa me deixa mais maluca. Não posso mais, não quero... não quero continuar com essas coisas em minha mente. Não suporto mais tantos pensamentos, sentimentos, não... Minha mente gira e esses sonhos continuam a invadir meu ser. Sonhos, pesadelos... Não... Não posso mais... Essa vida malgrata que não me deixa morrer... Só queria fechar os olhos, e poder um dia sonhar... Sonhos bons... Que me tragam felicidade... Mas ela não existe. É apenas uma invenção dos tolos, daqueles que pensam que realmente se possa ser feliz. Felicidade... Coisa que não existe, criação do homem, do homem maldito que destrói o que vê, o que toca, o que ama...
Amor... Sonho dos idiotas, daqueles que pensam que a vida é algo bom. Dizem que a Morte é ruim, que não devemos gostar dela, devemos temê-la, mas... Com certeza prefiro Hades, com seus pequenos demônios a perseguir-me pela eternidade, do que estar nesse lugar amaldiçoado por todos os Deuses onde chamam algo de vida, e é algo que não merece nem consideração.

Sonhos----pesadelos, vida----morte... Nada faz sentido... Só o que quero é paz... Descanso... Eternamente...



- Lágrimas Derramadas por: LAnge De LObscurité às 08h12 PM
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